Geração "À Rasca"

Posted on 08:42, under

"Para ser escravo é preciso estudar"



Onda de protestos de jovens europeus, principalmente com curso superior, reivindica empregos, salários dignos e melhores condições de trabalho.





O manifesto publicado em uma rede social incitava à participação numa manifestação em Lisboa no dia 12 de Março de 2011 para todos os "desempregados, escravos disfarçados, subcontratados, contratados a prazo, falsos trabalhadores independentes, trabalhadores intermitentes, estagiários, bolseiros, trabalhadores-estudantes, estudantes, mães, pais e filhos de Portugal."


Entenda melhor: Wikipedia 

Veja: Youtube


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A concepção burguesa de arte

Posted on 06:15, under

A pergunta fundamental aqui é: o que vem a ser arte?


Em geral as pessoas não definem arte; apenas dão exemplos, ou reconhecem o que é uma obra ou um “produto” de arte, ou distingue quem é ou não é um artista. Não se preocupam muito em conceber o que é arte ou o que é o artista, ou por que ele existe, por que faz o que faz, etc. Não nos interessa aqui o conceito popularesco de arte ou de artista, embora de certo modo a ele nos referiremos também – esse conceito popularesco em geral confunde o profissional da indústria do entretenimento (o ator de televisão, que “interpreta” personagens em série, quase todos planos e estereotipados, ou o cantor de música “popular”, mais corretamente chamada de música “comercial”, que canta a mesma música por anos a fio, e por dinheiro) como sendo seus exemplos maiores (ou únicos) de “artistas”. Essa rarefação popular da cultura, contudo, quase nada tem de arte: isso é apenas o lado mais “industrial” da cultura de massa, e embora esteja na moda fazer apologia e alvoroço diante da mediocridade popular – chamada por outros nomes, é claro –, não estou muito preocupado em ser politicamente correto. Sigamos adiante.

Para ver o texto na íntegra clique aqui.

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Novo artigo sobre cinema:
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"Atualmente os profissionais de cinema reconhecem mais comumente dois tipos de filmes: o filme de autor e o filme comercial. No primeiro, reconhecem arte e idealismo. No segundo, a indústria de entretenimento: filmes de ação, tiros, comédias de humor rasteiro, diálogos recheados de frases de efeito, heróis, vilões, etc.

Nos anos 1960, o Cinema Novo e a estética da fome deram ao Brasil seu quinhão de sucesso europeu no campo do cinema de autor. Nos anos 1970 e 1980 o cinema de arte continuou a ser almejado no Brasil, mas o que dominou foi o sucesso do cinema de entretenimento local: a pornochanchada. De um lado o ideário socialista, a luta contra a ditadura e o deslumbramento frente à rápida mudança dos costumes no país: uso de drogas como libertadora da mente, hedonismo, sensualidade, nudez “artística”, liberação sexual, ódio à “burguesia”, etc. Era o desbunde revolucionário, a porralouquice libertária, a transgressão emancipadora... Do outro lado, era o sexo vulgar, o machismo de terceiro mundo, a pedofilia disfarçada (ou não tão disfarçada assim) e roteiros próximos aos de filmes pornográficos (com o mesmo grau de complexidade e inteligência, digamos)."

Para ver o texto na íntegra clique aqui

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A série de entrevistas de Geneton Moraes Neto, intituladas de Dossiê Globo News, tem trazido a público depoimentos interessantes. O de Geraldo Vandré me pegou de surpresa.

Há cerca de dois anos eu passei alguns dias re-ouvindo a discografia de Geraldo Vandré e fiquei impressionado: realmente um compositor muito bom e versátil, com domínio da melodia, bom harmonizador e ótimo letrista. Muitas músicas, que tive acesso em formato digital, eu sequer conhecia.

Seu estilo de letra e de música, bem como de arranjos e estilo, contudo, é claramente de um outro Brasil musical, o da MPB anterior à mistura com o pop internacional, anterior aos anos 1960, portanto. Não se adapta mais aos ouvidos das gerações posteriores.

Ao ver a entrevista de Geraldo Vandré percebi que o próprio compositor se recusou a adentrar o mundo da cultura pop brasileira dos últimos 40 anos. Ele ficou lá atrás, na ante-sala de um Brasil que ele não quis aceitar. Lugar sofrido, não há dúvida, mas lugar privilegiado para se observar a veloz transformação cultural desse período.

Quem vai se adaptando, se moldando, se transformando ao sabor das circunstâncias, em geral perde a capacidade de ver com clareza o que havia antes e o que há depois. Os olhos se acomodam. Os sujeitos revoltados, arredios às transformações, quardam melhor o passado consigo.

Geraldo Vandré não quis ou não conseguiu (psicologicamente falando) ser nem mutante nem tropicalista. Aos olhos de quem seguiu a correnteza ele pode parecer ser meio louco, meio alienado, meio incompreensível, meio engolido pelos tempos que o atropelaram... Mas para quem quiser ver além disso, a entrevista está lá: límpida, transparente, honesta, até onde pareceu ser possível.

Faltou-lhe apenas ser mais justa ao final. Desnecessário haver um narrador concluindo que o Brasil que Vandré rejeita o considera apenas um louco solitário, vivendo em um sonhado país que só existe para si mesmo. Se a intenção foi dar voz a um auto-exilado, para que amortecer o seu discurso?

Se o Brail não tem seus próprios filósofos loucos, radicais, que tenha ao menos seus artistas que a tudo rejeitam, e que conseguem explicar razoavelmente bem por que o fazem.

Eis o link para a íntegra da entrevista: Dossiê Globo News - Geraldo Vandré

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A exibição do Primeiro Piloto do Samba de Uma Nova Gente no 43º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro aconteceu na última quinta-feira, dia 25, e foi além do esperado.

A experiência de ver o vídeo em tela grande e com o som amplificado foi muito boa – afinal, este foi um filme feito para DVD e internet, e até hoje somente o tínhamos apreciado nesses meios. Em tela grande, no entanto, ele ficou bem melhor do que em tela pequena, bem mais envolvente, e isso nos surpreendeu.

A platéia também gostou, mesmo sendo apenas um videoclip, e um tanto quanto melancólico. Isso também foi uma surpresa, já que ele está mais para um trabalho de divulgação para profissionais do que para um produto final.

A versão voz e violão da música “Samba de Uma Nova Gente” acentuou a sua melancolia, e praticamente neutralizou a sua agressividade roqueira. Queríamos assim (pelo menos nesse momento), pois certamente haverá, mais adiante, aqueles que considerarão a versão roqueira dessa música não mais mantendo nenhum diálogo com a MPB. Precisávamos, então, ter ao menos um registro inicial com essa interlocução com a musicalidade brasileira mais tradicional. O longa-metragem, contudo, será bem mais rock’n roll do que MPB. A agressividade da música “Samba de Uma Nova Gente” retornará em sua versão com banda, e a sua melancolia se tornará inerente ao mundo do rock underground.

De qualquer modo, foi uma grande experiência produzir um videoclip de samba, e defendê-lo. Talvez seja algo necessário oscilar entre entre essas possibilidades. Afinal, estamos construindo uma linguagem estética tanto para um conjunto de músicas quanto para um filme de ficção, e temos a obrigação da originalidade, já que não temos muitos paralelos - pois nossa temática é a brasilidade subterrânea do tempo presente.

Nas próximas semanas finalizaremos um DVD de apresentação do trabalho, o qual será enviado para algumas produtoras. Enquanto isso, trabalharemos a parte musical e divulgaremos o site para profissionais. Também começaremos a listar nossas referências estéticas, tanto em filmografia quanto em música, a fim de começar a orientar a nós mesmos e a quem estiver trabalhando conosco.

Deixo outra vez meus sinceros agradecimentos a todos que trabalharam neste curta. 

Sem gente ousada o mundo se esvai num materialismo enfadonho – perde seus sonhadores. E cinema é trabalho essencialmente
coletivo, sonho de muitos.

Assista ao Piloto.

E veja abaixo quem são aqueles que fizeram o Primeiro Piloto do Samba de Uma Nova Gente:

Elenco
Carlosarabela
Afonso de Ligório
Polli de Castro
Bruno Lemes
Ivan Presença

Produção
Chico Santa Rosa e Zenrique Costa

Fotografia
Zenrique Costa

Arte
Luana Wernik

Violão e Arranjos
Bruno Lemes

Voz
Carlosarabela

Câmera
Randal Andrade

Som
Hudson Vasconcelos

Maquiagem e Figurino
Zenrique Costa e Luana Wernik

Cenário - Internas
Exposição À Deriva – Atelier 27

Edição e Finalização
Voarte Filmes – Bira Cosme

Making Of e Still
Luana Wernik, Polli de Castro e Dani Azul

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Clique na imagem para ampliá-la.




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Boa notícia.

Iremos estrear nosso primeiro trabalho audiovisual resultante do Samba de Uma Nova Gente exatamente um ano após termos lançado o projeto.
Nosso primeiro piloto foi selecionado para a Mostra Brasília Digital do 43º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, e será exibido no dia 25/11 às 14:30h, na Sala Martins Pena do Teatro Nacional.

Esse piloto é a primeira amostra mais clara do que pode vir a ser o longa. Ele ainda está bem longe de seu estilo, mas já dá uma boa idéia geral da coisa. A música ainda está com arranjo de voz e violão para samba, e as imagens não revelam integralmente o universo ao mesmo tempo "pop" e underground que o filme deve ter. O roteiro também não foi seguido à risca, já que o adaptamos para um formato de "orçamento independente", ou seja, zero. 

O piloto é na verdade um videoclip, e não propriamente um curta musical. Essa primeira música é mais ampla, menos particular de uma situação ou outra, e serve como introdução à atmosfera geral do filme, ao clima do longa. No roteiro original é assim, embora com outras sequências de cena, e com uma apresentação mais significativa do contexto em que se encontra o personagem principal. 

Mas para começar está ótimo, melhor do que o esperado. Tanto é que logo após o festival já o colocaremos para ser visualizado no site, e o utilizaremos como uma nova apresentação do trabalho.

Novamente agradecemos a todos que colaboraram.

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Curta-Piloto-Clip!

Posted on 19:23, under

Estamos finalizando nas próximas semanas o primero piloto do Samba, uma espécie de curta metragem musical, com a primeira música do longa.
Filmamos cenas externas no mês de agosto.

 
Então, por enquanto é isso.
Depois, com este curta pronto, reformularemos o site e daremos início a uma nova fase de divulgação do projeto, com o objetivo de começarmos a preparar a produção das músicas para um formato mais próximo do definitivo, além de começarmos a pensar com mais realidade na própra viabilização do longa.

Possivelmente unificaremos este blog com as atualizações de outros trabalhos que estamos envolvidos ou que daremos início logo em breve.

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Como é bom ir a um cinema comercial convencional (tipo esses de shopping) e assistir a um ótimo filme brasileiro. Foi assim que “Olhos Azuis”, de José Joffily (diretor que eu já muito admirava pelo excelente Dois Perdidos Numa Noite Suja), nos surpreendeu na noite de ontem. Fomos assistir "Olhos Azuis" naquele estilo “pega o jornal e vê o que está passando”. Quase sempre, nessas situações, poucos filmes costumam nos atrair. Mas um filme brasileiro que se referia à emigração de latino-americanos para os EUA nos chamou a atenção.

Eu próprio não ouvira falar do filme, e, por sorte, não havia assistido a publicidade que estava passando na TV. A chamada publicitária o deturpou em demasia ao tentar fazê-lo ficar mais atraente para o grande público. Se eu tivesse visto o comercial da TV provavelmente não iria assisti-lo no cinema. A peça publicitária reduziu-o a mais um drama/aventura policial hollywoodiano tipo B, desses que infestam os cinemas brasileiros a cada semana. “Olhos Azuis”, contudo, é bem mais do que isso.


Não vou aqui fazer nenhuma resenha do filme. Quem quiser pode ver a oficial clicando aqui. Me interessa mencionar apenas o profissionalismo da produção.

Do roteiro à pós-produção, tudo ficou impecável. Algo ainda raro para a maioria dos filmes nacionais, que costumam derrapar muito no quesito roteiro e edição, mesmo quando tudo o mais consegue ficar em bom nível técnico e artístico – o que também não é tão comum assim.

(Me desculpem, mas aqui cabe uma observação: para quem não está entendendo porque estou sendo tão “crítico” com o cinema nacional, vale a pena dar uma olhada neste meu pequeno artigo: "Reflexões sobre o ato de fazer cinema". Infelizmente penso que o cinema brasileiro ainda carece de muito profissionalismo – não concordo plenamente, portanto, nem com o discurso da falta de dinheiro nem com o discurso da falta de público.)

De qualquer modo, é um alívio ver uma produção brasileira em alto nível técnico, fazendo filme para o grande público (relativamente dentro dos padrões americanos de ação, suspense e dramaticidade) e sem cair para a “trasheira” por incapacidade técnica ou para a chatice das comédias românticas ou dos pastelões. No Brasil já é possível fazer filmes pops que ao mesmo tempo sejam sérios e relativamente densos. Já é possível deixar de oscilar entre a pretensão de “arte pura” (sem público) e os clichês de televisão (sem qualidade artística, mas com razoável público).

Nesse sentido, é até justificável a tentativa das produtoras envolvidas com o “Olhos Azuis” de ampliar seu público divulgando-o na TV como se fosse um filme policial americano qualquer. Corre-se o risco de muita gente se sentir enganada, e de algumas outras pessoas não irem ao cinema justamente por conta desta maquiagem hollywoodiana; mas, de qualquer maneira, um filme para conseguir alto nível técnico e um bom público tem que ser necessariamente tratado também como um mero produto comercial.

Só uma última informação – a fim de corrigir um pouco as distorções que a publicidade e as sinopses de jornais estão fazendo com o filme, caso alguém vá vê-lo a partir desta resenha. A temática do filme gira em torno da relação do senso comum norte-americano – sobre o motivo e o direito dos latino-americanos migrarem em massa e clandestinamente para os EUA – e o contato dos gringos que vêm para o nordeste brasileiro atrás de putas e/ou de se “reconciliar consigo mesmo”. É claro que por aí se desenvolve uma história de ação, drama e suspense. Mas o background cultural jamais sai de cena. E é isto que deixa “Olhos Azuis” bem distante da grande maioria dos filmes policiais americanos.

Também vale à pena ver as fotos do making of clicando aqui; lembrando, contudo, que as primeiras fotos parecem ser apenas de visitas às locações originais do filme no Brasil, e não propriamente de making of, muito menos still.

Tem também boas entrevistas com o diretor no blog do filme.

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Semana passada começamos a produzir o primeiro trabalho visual do “Samba de Uma Nova Gente”: um videoclip (ou curta ou teaser) da primeira música, a que dá nome ao filme. Em verdade, trata-se de um primeiro piloto, onde estamos testando o projeto em si, a equipe que estamos reunindo e a repercussão do trabalho. Este é o nosso estilo: megalomania, sim! Mas com pé no chão. Afinal, estamos construindo a primeira ópera-rock brasileira.

Há cerca de um mês já vínhamos trabalhando musicalmente a primeira música, a fim de termos um primeiro “demo” de qualidade. Dois novos parceiros se uniriam a nós em março e deram voz, ritmo e acordes ao que antes era um primitivo cantarolar de melodia. Bruno Leme no violão e Carlos Arabela na voz se tornaram grandes parceiros do nosso projeto – a quem desde já muito agradeço. Com eles a versão ainda inicial e caseira da música ficou realmente muito boa (Ouça-a aqui). Gravaremos em estúdio nas próximas semanas.

Outros colaboradores também se uniram à filmagem do videoclip: Zenrique Costa na direção de fotografia, Hudson Vasconcelos no som (tanto na filmagem quanto na gravação e mixagem do áudio) e Randal Andrade na câmera; entre outros. Depois, com o clip pronto, listarei todos.

O ótimo cenário em que filmamos se deveu ao artista plástico Lelo. Ainda faremos uma exposição (física e virtual) do making of fotográfico do piloto, e revelaremos o quanto o atelier deste pintor nos foi inspirador. Por enquanto ficam apenas estas duas fotos das cenas internas. Filmaremos externas em junho.

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